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Eu já havia quase desistido da música "gospel", até que conheci Jesus (Jesus Adrian Romero).
Feche os olhos e escute.
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
TÃO SÓ UMA FRASE - PARTE 17
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Gasta-se muito tempo tentando-se explicar que Jesus é Deus, mas pouca gente se dedica a mostrar que Deus é Jesus.
Gasta-se muito tempo tentando-se explicar que Jesus é Deus, mas pouca gente se dedica a mostrar que Deus é Jesus.
HERÓIS E MOCINHAS
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Ouvindo essa música, pensei em como é interessante esse sentimento que a vida a dois desperta em nós, homens, de protetor. Acredito que isso seja de certa forma parte de nossa natureza e, mesmo que se esconda por algum tempo, floresce em um relacionamento.
Minha identificação com essa canção foi imediata e é essa mesma a sensação que brota no coração quando se está ao lado de sua amada. Quase como um homem das cavernas que abandona o esconderijo pra enfrentar perigos na selva em busca do alimento e que volta para proteger sua morada. Quando chega e encontra sua protegida, a sensação é de heroísmo, “superman-ismo”.
Claro, para quem gosta de cuidar é muito bom ter ao lado uma companheira que goste e saiba ser cuidada, mas aí já é outra história mais longa e complexa.
Mas acho que esse jogo de herói e mocinha faz parte da conquista. Não apenas disso, também da conservação da conquista. De um lado, a moça indefesa que precisa de proteção. Do outro, o herói, que não precisa ser másculo nem ter o queixo do super homem, basta apenas fazê-la sentir-se cuidada e única.
Talvez o que a mocinha não saiba é que, enquanto deixa-se ser cuidada, fornece ao seu amado uma inexplicável força propulsora, que o impulsiona a superar muitas de suas fraquezas, a continuar sonhando sonhos impossíveis e a lutar como contra javalis e mastodontes, para no fim merecer a maior das conquistas: ser dono do seu coração.
E isso vale muito a pena!
sábado, 5 de outubro de 2013
“SEMTIR”
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Sentir que a vida passa
Sentir que a vida passa
E tudo nela,
também assim
Sem ti tenho
a certeza
Que certas
coisas não têm fim
Sentir que o
tempo vai embora
Por entre os
dedos e não acena
Sem ti
lembro que as horas
Contigo
valem tanto a pena
Sentir que
tenho tanto
E o que me
falta, ora pois?
Sem ti achei
resposta
Não falta
nada, só nós dois
Sentir que o
oceano
Que nos
aparta, assustador
Sem ti, é
gota d’água
Pois cabe
dentro de nosso amor
Sentir ser Deus
tão bom!
De se louvar
e reconhecer
Sem ti, Ele ainda
prova:
Pois nos fez um: eu e você
Pois nos fez um: eu e você
sábado, 28 de setembro de 2013
CINE HOLLIÚDY, ENSINA A GLOBO AÍ, VAI LÁ!
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Pense num orgulho doido de ser cearense da gema!
Pense num orgulho doido de ser cearense da gema!
Nunca ri tanto num filme. Era todo mundo se abrindo no
cinema! Tá mais do que provado que pra fazer humor "ligítimo" num precisa ser estribado. Basta
juntar uma ruma de cabeça chata num canto só!
Tome-lhe, Zorra Total!
Obs.: se você
não sabe o que é “se abrindo”, pesquise!
TÃO SÓ UMA FRASE - PARTE 16
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A liberdade que Deus nos oferece não é exatamente para fazermos o que queremos, mas para não fazermos o que não queremos.
A liberdade que Deus nos oferece não é exatamente para fazermos o que queremos, mas para não fazermos o que não queremos.
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
O CAFUNÉ E O REINO DE DEUS
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Eu não a via há anos. Minha lembrança era de seu sorriso agradável, dos cabelos grisalhos sempre bem cuidados e de sua cadeira de balanço, como toda velhinha gosta. Ah, e do carinho que sempre me demonstrou. Hoje, sem causa aparente, fui visitá-la. Sentei no sofá e enquanto apreciava um café ela adentrou a sala.
Eu não a via há anos. Minha lembrança era de seu sorriso agradável, dos cabelos grisalhos sempre bem cuidados e de sua cadeira de balanço, como toda velhinha gosta. Ah, e do carinho que sempre me demonstrou. Hoje, sem causa aparente, fui visitá-la. Sentei no sofá e enquanto apreciava um café ela adentrou a sala.
Ou melhor, adentraram a sala por
ela. Numa cadeira de rodas, a conduziam. A presença daquele corpo, confesso, me
incomodou. Afinal, quem sabe lidar soberanamente com o tempo que passa,
inexorável? Que não se abate, por pouco que seja, com a presença da morte quando
ela se aproxima, inexorável? Ou com as marcas implacáveis e inflexíveis do
correr dos anos em nós?
Daquele corpo forte de outrora,
restou um serzinho frágil que precisa, tal um bebê, ser carregado para sobre
uma poltrona. Daqueles braços lépidos em me abraçar em minha chegada, sobraram
fracos ossos cobertos por pouca carne e uma fina pele, sensível ao mínimo toque
mais descuidado. E quase incapaz de levantarem para um simples aceno. Daqueles
olhos que pareciam sorrir ao receber uma visita, ficou um olhar perdido, para o
teto, para o nada ou para o tudo, para onde posicionassem sua cadeira. Da memória
sempre viva a perguntar como estavam eu, meus estudos, meus pais... restou o
Alzheimer.
Atônito e vítima desta minha imaturidade
- afinal, ali não havia nada demais ou de menos do que o cumprimento do ciclo
da vida - me aproximei sem esperança. Sem esperança de que ela me reconhecesse.
Coloquei-me bem diante dela, meio
que roubando seu campo de visão. Ao pé de seu ouvido, falaram alto o meu nome.
Segundos de silêncio. E ela finalmente me mirou. E sorriu. Disseram todos
alegres na sala: “Ela reconheceu você. Ela ri quando reconhece alguém”. Tentou
balbuciar alguma sílaba.
Me senti agraciado. Sorri por dentro, comovido, sem imaginar que logo em seguida ela levantaria sua mão trêmula e tentaria acariciar meu rosto, sem sucesso. A pouca força e coordenação não permitiam. Tentei ajudar, até que a palma de sua mão estivesse toda em minha face.
Me senti agraciado. Sorri por dentro, comovido, sem imaginar que logo em seguida ela levantaria sua mão trêmula e tentaria acariciar meu rosto, sem sucesso. A pouca força e coordenação não permitiam. Tentei ajudar, até que a palma de sua mão estivesse toda em minha face.
Puxei um assento para perto e me
demorei por longos dez minutos a acariciar seus cabelos. Para lá e para cá.
Eles não tinham o brilho e o volume da senhora vaidosa de anos atrás. Mas os
fios de sua cabeça ainda serviam para receber seu carinho favorito: um ingênuo cafuné.
Enquanto a mimava, me perguntei sobre quantos momentos tão
preciosos quanto um cafuné podem ser apreciados por quem já não tem mais
autonomia de corpo e de mente.
É verdade. Mas havia algo dela
cuja autonomia restava plenamente preservada: seu espírito. Dentro de mim, algo
me inquietou: “por que não?”. O papo na sala de estar já ia longe, para os
outros. Foi quando me acheguei um pouco mais e disse clara e pausadamente: “Deus
ama a senhora”. Esperei um pouco mais tentando calcular o tempo de a informação
ser interpretada pelo cérebro fatigado.
Repeti ainda mais calmamente: “Deus
ama a senhora”. Embora sua feição me dera a certeza de que ela havia entendido,
perguntei: “A senhora entendeu?” Sua boca mexeu e compreendi que aquilo era um
milagre e que eu deveria prosseguir. “Deus está com a senhora. Aqui. Jesus ama
a senhora. Ele está aqui. É ele quem preserva a sua vida”. Meu coração ardia
por falar que Cristo a amava muito. Foi isso o que mais disse.
Articulei brevemente sobre Jesus, confiando no muito que ela certamente já ouvira sobre a Paixão e Obra do Senhor em quase cem anos de vida e ainda temendo que ela se cansasse com tantas palavras.
Articulei brevemente sobre Jesus, confiando no muito que ela certamente já ouvira sobre a Paixão e Obra do Senhor em quase cem anos de vida e ainda temendo que ela se cansasse com tantas palavras.
Sim, ela certamente já tivera
ouvido muito, mas talvez ainda não a pergunta que se seguiria em meu sermão
íntimo: “Jesus quer morar em seu coração. Quer ser seu Senhor e Salvador. A
senhora quer?”. Eu a ouvi dizer: “quero”.
Repeti tudo de novo, enquanto seu rosto franzia, seus olhos fechavam de vez em
quando e abriam, emocionados.
Sua respiração acelerou ao ponto de me fazer medo. Fui em frente a aproveitei para deitar a mão em seu peito e acalmá-la dizendo que Jesus já estava morando ali. Orei para que ela escutasse, entregando a vida daquela mulher quase centenária Àquele que é eterno.
Sua respiração acelerou ao ponto de me fazer medo. Fui em frente a aproveitei para deitar a mão em seu peito e acalmá-la dizendo que Jesus já estava morando ali. Orei para que ela escutasse, entregando a vida daquela mulher quase centenária Àquele que é eterno.
Seguidor de Jesus ainda preso a
tantas amarras invisíveis da religião, pedi que ela repetisse algumas palavras,
e, este Cristo, que não tem amarras e é tão misericordioso, me fez ouvi-la
novamente balbuciar: “Senhor Jesus, eu te recebo como Senhor e Salvador da
minha vida. Vem morar em meu coração. Amém“.
Não sei explicar como me sinto
agora. Mas sei que o Reino de Deus chegou àquele coração.
No cafuné despretensioso e na boa-nova de que Jesus de verdade ama. Não porque foi minha a mão estendida (eu pecador a necessitar de misericórdia que sou) ou porque palavras minhas encontraram aquela mulher. Mas porque havia uma mão qualquer de alguém qualquer em inteireza de ser fazendo cafuné em alguém doente e cansado e porque palavras de vida eterna retiniram, num eco que ressoou desde a cruz do calvário até encontrar os ouvidos quase moucos daquela mulher.
No cafuné despretensioso e na boa-nova de que Jesus de verdade ama. Não porque foi minha a mão estendida (eu pecador a necessitar de misericórdia que sou) ou porque palavras minhas encontraram aquela mulher. Mas porque havia uma mão qualquer de alguém qualquer em inteireza de ser fazendo cafuné em alguém doente e cansado e porque palavras de vida eterna retiniram, num eco que ressoou desde a cruz do calvário até encontrar os ouvidos quase moucos daquela mulher.
Jesus quis dizer o tempo todo,
basta vê-lo, ouvi-lo e segui-lo, que o seu Reino era o reino dos fracos. Dos
cansados, doentes, crianças, pobres, viúvas e desesperados. Por isso, tenho
certeza de que Deus não demorou estender sua morada àquele coraçãozinho senil,
depois daquele “quero”. Deus e seu Reino não foram vistos, mas estavam ali. É que
o Reino de Deus não está na classe dos palcos, números e estardalhaços, mas
estava na fraqueza daquela mulher.
Foi uma das tardes mais
singulares de minha vida. E já está decidido: voltarei àquela casa mais algumas
vezes para novos momentos de cafuné e oração.
Meu Deus, que privilégio!
"...
Senhor, quando te vimos com fome ou com sede ou estrangeiro ou necessitado de
roupas ou enfermo ou preso, e não te ajudamos? "Ele responderá: ‘Digo-lhes
a verdade: o que vocês deixaram de fazer a alguns destes mais pequeninos, também
a mim deixaram de fazê-lo”. Mateus 25:44-45
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
12 ANOS E NOVE MESES
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Há exatos doze anos e nove meses, nos olhamos de um jeito diferente. Amizade colorida? Enrolação de um rapaz indeciso? O certo é que de uma amizade de três anos, como melhores amigos, surgiu esse nosso namoro que, mês a mês, fazemos questão de comemorar. No início, com cartões, cartinhas e cartonas. Hoje, de tantas formas inclusive através deste blog.
Há exatos doze anos e nove meses, nos olhamos de um jeito diferente. Amizade colorida? Enrolação de um rapaz indeciso? O certo é que de uma amizade de três anos, como melhores amigos, surgiu esse nosso namoro que, mês a mês, fazemos questão de comemorar. No início, com cartões, cartinhas e cartonas. Hoje, de tantas formas inclusive através deste blog.
Mesmo daqui de longe (no cartão escrevi
longe com “j”!), fiz questão de providenciar a comemoração, dando a você essa
florzinha (pra falar a verdade a mulher da floricultura falou o nome mas eu
esqueci) que achei bonitinha.
E sigo agradecendo a Deus pelo
vínculo que nos une.
É um prazer apaixonante ser seu
namorado.
Feliz 12 anos e 9 meses, minha
namorada!!!
domingo, 22 de setembro de 2013
AQUI DA ESTAÇÃO
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Que músicas marcam, isso todo mundo sabe. Mas não sei se você já passou pela experiência de uma mesma música marcar de formas distintas em momentos distintos.
A música acima dispensa comentários. Ou melhor, merece muitos. É uma das músicas da minha vida. Pela letra e melodia, mas no vídeo acima, ainda mais pelos arranjos e pela interpretação única de Oswaldo Montenegro. Assistindo, você se sente ou não dentro do coração de quem está partindo?
Em certo período de minha jornada, tive que ir embora. Foi justamente a época em que conheci essa canção. Foi perfeita. Parecia ter sido escrito para mim. Presunçosamente, pensei: “eu queria ter escrito isso”.
Puxa vida. “Gritar pro mundo e saber que o mundo não presta atenção”, “eu conheço o medo de ir embora, o futuro agarra a sua mão”, “eu conheço o medo de ir embora e nada que interessa se pode guardar...”, “será que é o trem que passou ou passou quem fica na estação?”.
São frases que ecoavam em minha cabeça e ainda hoje penso, lembro-me daquela época e de como o poeta foi preciso na colocação destes versos.
Bem, o tempo passou e no dia de hoje revi esta música não com os olhos de quem foi, mas com os de quem ficou. Os de quem ficou na estação, e não os de quem foi no trem.
Aqui da estação, a canção hoje marca novamente, mas como se eu pudesse arrancar uma cicatriz e emprestar a outra pessoa, para uso temporário.
Para meu amor, que hoje está separada de mim por um oceano, ofereço este pingo de mim, essa canção, esta pequena marca que ela conhece tão bem, já que curou de minha feridinha até que virasse apenas uma pequena marca.
Hoje, eu que intercedo a Deus para que nela, que está "dalém-mar", a ferida da distância de tudo e de todos se transforme apenas em uma pequena cicatriz, que servirá para que no futuro ela jamais esqueça de que Ele está onde ninguém ou nada pode estar. E mais: Ele faz curativos como ninguém.
Cicatrizes são marcas na estrada da vida que contam histórias.
O nome da música é “Estrada Nova”. Sempre há uma estrada nova à frente, logo ali para ser percorrida, apesar de cicatrizes, assim eu creio e desejo. Mesmo que a dor nos impeça de enxergá-la, essa nova estrada existe. Quanto à dor, "embora não pareça ela vai passar”.
E é isso que enxergo hoje aqui dessa estação, embora o trem tenha passado. Que sim, a dor vai passar.
quarta-feira, 18 de setembro de 2013
ESSES NÓS
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Já sabia que seria difícil, embora talvez não fosse essa a sensação de quem me visse às vésperas de seu “até logo”. Não sabia ao certo o que me ocorreria no coração, na mente, em meio a tanta tensão na programação deste “até mais”.
Já sabia que seria difícil, embora talvez não fosse essa a sensação de quem me visse às vésperas de seu “até logo”. Não sabia ao certo o que me ocorreria no coração, na mente, em meio a tanta tensão na programação deste “até mais”.
Somente após chegar do aeroporto,
abrir a porta de casa, acender a luz, sentar no sofá, sozinho, e ouvir o
barulho do silêncio, me veio a resposta exata de como seria. E de como está
sendo. Resposta que veio não exatamente no peito nem na mente, mas na garganta.
Em forma de nó, que me tomou por
dentro e permanece, horas mais folgado, hora mais apertado, mas um inapelável
nó. Que me tem acompanhado e, já sei, me perseguirá até que eu possa te encontrar
de novo para ver teu choro de alegria ao meu ombro cobrir teu pranto de medo ao
telefone.
Onde precisamente está você? Como
está você exatamente agora? Está abrigada? Agasalhada? Ah, são tantas
perguntas. Como é difícil não poder cuidar de você. E não poder te trazer para
o meu peito, para esperar as tempestades passarem e o dia amanhecer de novo.
Minhas noites, não sei se são
dormidas ou oradas, nessa cama em que seu lado permanece seu, pra que nem de
longe eu me acostume com sua ausência. Acordo na madrugada, de vez em quando
e não sei se sonhei com você ou se estava em meio-sono sussurrando ao Pai que
te afague e resguarde, de tanto que faço isso durante as horas do meu dia. O
fato é que desperto, me ajoelho como todas as manhãs e continuo minha doce e
prazerosa missão: a de tentar proteger você, mesmo de tão longe.
E vem uma paz, que ultrapassa o
nó da garganta, embora não o desfaça, me acalmando, pois Ele cuida de você. E
de mim também. Não pediria aos céus para desatar esse nó. Quem sou eu para
questionar espinhos na carne, nós na garganta e bradar contra Deus por minha
humanidade? É provável que esse Deus que ama a sofre responderia, de pronto e
docemente: “meu filho, com o nó da saudade só se engasga quem ama”
.
Tenho rabiscado algumas coisas
num pedacinho de papel, impublicáveis, pois não gostaria de acrescentar a este
texto a dramaticidade que ele não merece, nem lágrimas ao seu rostinho tão delicado.
Ah, como quero que você não
sofra. E como poderia eu estar bem se você não estiver?
Cada vez que o nó aperta, me dou
conta de outro nó: o que nos une. Este segundo nó, mais que um laço enfeitado,
é um nó antigo, porém vigoroso; intenso, porém duradouro; singelo, porém
resistente, dado em várias voltas amarradas umas por sobre as outras, para nos
unir irremediavelmente. O Autor do nó só ata, jamais desata.
A dor do primeiro nó revela a
dimensão do que é o segundo. Quanto mais percebo o nó da falta, mais entendo sobre
o nó do meu amor por você.
E assim, de nó em nó, esse
sentimento de ser metade se explica, a sensação de que falta algo aqui e aonde
quer que eu vá encontra seu lugar e até mesmo cada detalhe dessa casa, que só
faz sentido com você, conclui que vai mesmo esperar por você e que não há outro
jeito nem outro sentido de verdade, até que você volte.
O certo é que escrevi isso não
para mostrar, tal uma vítima, que estou de alguma forma sofrendo, até porque esse mundo é feito de dores e sofrimentos ainda mais lancinantes e indizíveis. E até porque em breve nos veremos de novo. Talvez tenha escrito,
então, simplesmente para não perder a oportunidade de te contar, como sempre
gosto, uma novidade do meu dia: que descobri mais de perto o que quer dizer
mais uma palavra: “saudade”.
Em breve nos reencontraremos e do
primeiro nó nem mais nos lembraremos. A não ser para cingirmos ainda mais o
segundo, num abraço apertado e num beijo demorado de aeroporto. Pra sermos de
novo nós.
Nós.
Simplesmente nós.
sábado, 19 de janeiro de 2013
15 ANOS EM 15 SEGUNDOS: UM TEXTO PARA VOCÊ
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Gosto de sentar ao teu lado, de repente, e rever as razões de sermos e estarmos juntos. É o que faço agora. São 20h, 14m e 10s.
A música dita o nosso ritmo.
Gosto de sentar ao teu lado, de repente, e rever as razões de sermos e estarmos juntos. É o que faço agora. São 20h, 14m e 10s.
À medida que ainda aceito que simplesmente
te amo porque não conseguiria dizer outra coisa, a minha mente, numa lógica
encarnada, soma, multiplica e só encontra como resultado motivos pra te amar e
me apaixonar ainda mais. Como se fosse possível amar como quem se apaixona. E
apaixonar-se como quem ama.
Vendo as linhas do teu rosto, que
o tempo esculturou delicadamente como se o vento moldasse a natureza, relembro a
primeira vez em que apreciei tua face delicada. Desde aquele dia, os ventos de
todos os cantos sopraram a nosso favor, nos unindo para nunca mais nos fazer
pairar em outro lugar que não fosse juntos.
Nos poucos segundos em que
consigo te observar sem que você perceba e passe a me olhar para que fique
envergonhado, lembro de como a tua companhia se tornou instantaneamente
necessária para que eu me sentisse mais completo. Repriso em minha mente o
primeiro dia dos últimos quinze anos. Foi quando te vi e em algum lugar do universo
uma música começou a tocar. E começamos a dançar, cantar e viver no mesmo ritmo.
Não sei exatamente que música é
essa, não sei quem canta (até sei!), nem se a música
muda de tempos em tempos, a fim de que não enjoemos. Sei mesmo é que vivo ao
seu lado as cadências de uma melodia. Há notas graves, agudas, mas sinto que
vivemos cada nota, experimentamos com expectativa a chegada de uma nova
estrofe, nos embasbacamos quando os instrumentos nos surpreendem com um solo
melancólico e cantamos, entusiasmados, gritando mesmo, quando chegam os refrões.
Demoraram cinco segundos. E você
finalmente, às 20h, 14m e 15s, me flagrou te mirando ou, como gostamos de
dizer, “scanneando”. Disfarço e te ofereço um abraço. Você aceita e então dou
início ao que tenho exercitado nos últimos dias e não sei se você percebeu:
Falar que te amo, te acalmar e falar sobre esperanças sem uma só palavra. Apenas
te abraçando.
O mesmo abraço de há quinze anos,
que não mudou desde que éramos apenas amiguinhos, depois amigos e agora
namorados. Sinto apenas que tudo o que aquele abraço significava tomou
contornos mais rebuscados, mas os significados são os mesmos. Eles dizem sobre
respeito, admiração, contentamento e entusiasmo. Eles falam sobre aconchego,
verdade e intimidade. E ainda parecem dizer: “como é bom estar aqui”, “que bom
que você está aqui”, “não quero mais sair daqui”.
Enquanto te envolvo com os braços
e nos acomodamos, tenho certeza de que ouço a música mesmo sem escutá-la com os
ouvidos. Aos poucos, sinto o teu respirar e como nos acomodamos para que inspiremos
e expiremos ao mesmo tempo. De vez em quando, percebo que você está respirando
bem calmamente e eu ainda não. Então paro um pouco, espero por você. Me encaixo
no seu ritmo e assim prosseguimos por infinitos segundos.
E o que temos aprendido da vida senão
a esperar um pelo outro, a sincronizar o respirar, prender o ar por um tempinho
enquanto o outro não chega, inspirar e expirar no mesmo tom da canção inaudível,
enquanto houver ar.
São 20h, 14m e 25s. Dez segundos de abraço. Quinze segundos se passaram, como se passaram os últimos
quinze anos.
A música dita o nosso ritmo.
E escrevi este texto pra você.
Por Edilson de Holanda
Visitantes Essencias (desde um dia desses)
Seguidores
Sobre mim. E sobre este blog
Um blogueiro (não diga!). Aqui do sul do mundo, “cascavio” a superfície, a maquiagem, a máscara e a história bem-contada. Procuro nas minúcias o relevante, a graça e o inusitado, pois julgo aí se encontrarem os maiores significados. Tento viver D’us leve e profundamente, à medida que tento conhecê-lo, imaginando que a vida não é um tratado. Afirmo que Cristo é minha razão de existir e busco não fazer disso um mero falatório. Acredito na inexpugnável força da amizade, neste mundo de solitários, e cultivo um lindo e rosado amor em forma de mulher, que acrescenta cores, sorrisos e suspiros ao coração. Devaneio que todos podem me ouvir. Não me envergonho de ser humano: luto, choro, defendo, acuso. Grito e sussurro. E duvido. Entretanto, não tenho conseguido fugir do compromisso que tenho com D’us, com o amor, com a vida, com as pessoas e com minha geração. Procuro a Essência da Coisa. Nessa busca, seus comentários são essenciais... Quanto a este blog? Ele reflete tudo isso.

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