segunda-feira, 17 de maio de 2010

FELICIDADE SE INVENTA

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Felicidade se inventa
Não se precisa nascer feliz
Se a dor é forte, a gente aguenta
Um novo alento está a um palmo do nariz

Sem esperança, a vida passa
E não se deixa nem notar
Mas é possível achar graça
E um novo verbo conjugar

Eu expectativo, tu expectativas
E é possivel recriar
Eu criativo, tu criativas
Pra o sorriso não empoeirar [... ... ...]

Plantar e arar o que importa
Sujar os pés, pisar na terra
Gozar os frutos de uma boa horta
Enquanto a vida não se encerra

Plantar e arar um amor risonho
Sujar a roupa com o sorvete
Gozar o prazer de ter um sonho
Fazer da vida um deleite

Brilho nos olhos, poder ver
Gritar mais alto, por ter voz
Força na mente, poder crer
Vencer o medo, pior algoz

Gargalhar “o” passado irresolvido
Rir “o“ presente que acena
Gracejar “o” futuro não nascido
Sorrir bem mais em cada cena

Poder mirar a cicatriz
Que o tempo insiste em não sarar
E tatuar o que sempre quis
“Culpa pior? De não tentar”

Respirar fundo é mais urgente
Vencer a sina do que passou
Se é intenso o que se sente
Que torne em riso o que restou

Tornar pequeno o “apesar”
Fazendo grande o “ainda bem”
Se há muito a comemorar
Porque o lamento do que não se tem?

Redescobrir o inesperado
Que se anseia acontecer
Dizer bom dia ao espelho
Idear envelhecer 

Repintar velha manhã
Com o entusiasmo da primeira
De tão simples já não ser vã
A mesma rosa da roseira

Sentir o alento da alegria
De ter chão firme, poder pisar
Achar o exulto da euforia
De em cada abismo saber voar

Aplaudir a liberdade
De um novo tempo inaugurar
E encontrar a maturidade
Sorrir em vez de chorar

Soltar fogos pro que é novo
Pra surpresa fazer festa
Não esquecer que se me movo
Tanta coisa ainda me resta

Abraçar a aventura
Supremo dom de arriscar
E desdenhar da compostura
Pela graça de poder errar

Ver quão tola é a pretensão
De que posso dominar
Ser capaz da sensação
De ser pequeno e celebrar

Se há um fardo a carregar
Que seja um grama, seguir ileso
Nada trazer, nada levar
A alma tem seu próprio peso

Ser tão só o que se é
E festejando assim eu vou
Não pretender ser a maré
Gota d’água apenas sou

Permitir que tudo em volta
Me ensine a existir
Como criança a pipa solta
O céu inteiro pra subir

Abrir a janela e comprovar
Que ainda brilha forte a luz
Se a tempestade me enublar
Sê meu abrigo, oh meu Jesus!



3 comentários:

Anônimo disse...

LINDOOOOOOO.....QUERIDO VC ESCREVE LINDO DEMAIS.....AMO VCS....EI A FORMATURA É DIA 1 DE JUL.....NÃO ABRO MÃO DE VCS!!!!

Emanuela Souto disse...

fui eu......kkkkkkkkkkkkk

Edilson de Holanda disse...

Valeu, Manu, pelas passadas aqui no blog!

Nós é que não abrimos mão de vcs!!!

Por Edilson de Holanda